23 de março de 2009

O mineiro


O mineiro é meio desconfiado
Filosofa a respeito da intriga
Dá um boi para não entrar na briga
Mas se entra, o trovejo é complicado
Dá um boiada é não sai derrotado
Liberdade é o verso que declama
Só crê em fogo quando vê a chama
Tem o som de uma banda no ouvido
E o mineiro tem fama de sabido
Bom de prosa, de mesa e de cama
O mineiro é rico em argumento
Ama a lua e tambem é seresteiro
E poeta, sonhador e cavaleiro
Quando quer... ele é meio pirracento
Se quiser .... dá rasteira até no vento
E teimoso, enxerxa muito alem
Qualquer coisa para ele é um trem
Fala uai e gosta de pão de queijo
Vê montanha e sonha com um beijo
Seu desejo, ele finge que é desdém
O mineiro tem a fama de seguro
Não amarra cachorro com o cipó
O mineiro não da ponto sem nó
Planta verde para colher maduro
Só se cala para ouvir o futro
Sempre espera a cor da fumaça
O mineiro não cai em arapuca
Só mete a sua mão em cumbuca
Quando é para beber cachaça.
(Povo mineiro por Tadeu Martins)

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